Como calcular o salário líquido em 2026 (com o novo redutor do IRRF)
O caminho do bruto ao líquido
Todo mês, dois descontos obrigatórios saem do seu salário antes de ele chegar à conta: o INSS e o IRRF. O cálculo tem uma ordem certa — primeiro a previdência, depois o imposto de renda sobre o que sobrou.
1º passo: o INSS por faixas
O INSS não aplica uma alíquota única sobre o salário inteiro. Ele fatia o valor em faixas progressivas: em 2026, a parte até R$ 1.621,00 (o salário mínimo) paga 7,5%; o pedaço entre esse valor e R$ 2.902,84 paga 9%; dali até R$ 4.354,27, 12%; e o restante, até o teto de R$ 8.475,55, paga 14%. Quem ganha acima do teto contribui só até ele.
Na prática: um salário de R$ 3.000 não paga 12% sobre tudo — paga 7,5% na primeira fatia, 9% na segunda e 12% apenas sobre os R$ 97,16 finais.
2º passo: a base do IRRF
Antes de aplicar a tabela do imposto, o salário é reduzido por uma dedução. Existem duas opções, e vale automaticamente a melhor para você: a soma das deduções legais (o INSS pago mais R$ 189,59 por dependente) ou o desconto simplificado fixo de R$ 607,20. Sobre a base restante aplica-se a alíquota da faixa — quem fica com base até R$ 2.428,80 está na faixa isenta.
3º passo: o redutor da Lei 15.270/2025
A grande novidade de 2026 é o redutor criado pela Lei 15.270/2025. Depois de calcular o imposto pela tabela tradicional, aplica-se um abatimento extra para quem tem rendimento bruto de até R$ 7.350 por mês. O efeito prático: quem ganha até R$ 5.000 fica com IRRF zerado, e entre R$ 5.000 e R$ 7.350 o imposto é reduzido gradualmente até o redutor desaparecer.
É por isso que muita gente notou o contracheque maior em 2026 sem ter tido aumento: o imposto simplesmente diminuiu.
Faça a conta com seus números
Cada caso muda com dependentes, pensão e outros descontos. Use a calculadora de salário líquido — ela mostra a memória de cálculo completa, faixa por faixa, incluindo o redutor.
→ Fazer a conta na calculadora
Dados revisados em 25/08/2026 · Fonte: Metodologia e fontes